'Concurso PRF foi retomado', arma diretor-geral da corporação

PRF SITE.png
O concurso PRF, suspenso na última semana, foi retomado. A informação foi passada pelo diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Adriano Furtado, nesta quarta-feira, dia 27. Em sua conta no Twitter o titular da corporação tratou de acalmar os concurseiros, confirmando que o concurso para 500 vagas de policiais seguirá normalmente.
   "Estou muito satisfeito por saber e poder informar a todos que o concurso para o cargo de Policial Rodoviário Federal foi retomado. Sempre bom dar boas notícias. Bom para a instituição, bom para você, bom para o Brasil", publicou Adriano Furtado.

A decisão é do desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, Vladmir Souza Carvalho. De acordo com a nota emitida pela assessoria do TRF5, o desembargador não identificou irregularidades no concurso que justifiquem a suspensão, considerando que o edital foi elaborado com base na análise do histórico dos concursos da Polícia Rodoviária Federal.  "A despeito de tornar a escolha do local de realização da prova menos cômoda para os candidatos, a regra observa os critérios de conveniência e oportunidade da Administração, eis que fundada em motivação razoável, uma vez que se buscou – com base na análise do histórico dos concursos da Polícia Rodoviária Federal, onde, após a nomeação, as tentativas de transferência/remoção são inúmeras , assegurar que o candidato realize a prova no local onde informa que deseja ser lotado, evitando que vagas deixem de ser preenchidas por pessoas que não tenham o interesse efetivo em trabalhar naquela localidade", escreveu Vladmir Souza Carvalho.  
O concurso havia sido suspenso no último dia 20 por conta de uma ação popular que tramitava na 2° Vara Federal da Seção Judiciária do Ceará. A ação reivindicava o direito de os candidatos realizarem as etapas do concurso em quaisquer capitais brasileiras e não apenas no local onde irão trabalhar. O documento sugeria, ainda, a abertura de um novo prazo de inscrições.


'Não há nenhum impedimento para prosseguir com concurso PRF', diz AGU
Em resposta à FOLHA DIRIGIDA na tarde desta quinta-feira, 28, a AGU reforçou ainda que "não há nenhum impedimento ao prosseguimento do certame."  No pedido para cassar a liminar do concurso, a Advocacia-Geral deu como justificativa que a corporação optou pela realização das provas na mesma localidade devido a melhor fixação do efetivo.  Para conceder tal resposta, a AGU mencionou o estudo de uma Consultoria Jurídica do Ministério da Justiça com base em concursos anteriores. Confira abaixo um trecho do recurso.
"O concurso para policial rodoviário federal é um dos concursos mais concorridos do país, tendo no seu último certame, ocorrido em 2013, aproximadamente 110 mil inscritos, com concorrência de quase 110 candidatos por vaga. Pelo fato de outras regiões do país possuírem maior facilidade de acesso a cursos preparatórios, materiais didáticos e educação de melhor qualidade, poucos são os aprovados originários das regiões Norte e Centro-Oeste. Logo, a maior parte dos candidatos aprovados, empossados e ali lotados, são advindos de outras regiões e desejam retornar para suas respectivas localidades de origem. Desta forma, expressivo foi o número de remoções de servidores policiais rodoviários federais lotados nas regiões Norte e Centro-Oeste do país".
Na última quarta-feira, 27, a Polícia Rodoviária Federal informou, através de publicação em seu site, que esperava por uma orientação da Advocacia-Geral da União (AGU) para dar continuidade ao concurso PRF, que foi retomado no último dia 27. 
 A próxima etapa será a divulgação do gabarito definitivo, ainda sem data definida pelo Cebraspe, o organizador do concurso. O documento com as respostas oficiais será divulgado após o julgamento dos recursos sobre do gabarito preliminar, que foi divulgado em 4 de fevereiro, um dia após a aplicação das provas. A banca aceitou recursos contra os gabaritos provisórios até o dia 6, também de fevereiro. Junto com os gabaritos definitivos, o Cebraspe deve publicar também a resposta dos recursos, que não cabe mais revisão.  

Fonte: Folha Dirigida